sábado, 27 de fevereiro de 2010

Um aparte.... para quem quiser ler.

Acabado de chegar da última noite do Festival para Gente Sentada, organizado pela Feira Viva (empresa municipal), e ainda a digerir a desilusão provocada pelo mesmo, lembrei-me de colocar esta questão: será que a Feira Viva, empresa municipal, também paga os cachets às bandas internacionais (certamente não vêm cá por "tuta e meia") e às produtoras envolvidas no dito festival com DOIS(!!!)anos de atraso, como está a fazer a Câmara Municipal em relação aos subsídios atribuídos às associações e clubes concelhios?

Numa altura em que só se ouve falar em contenção de despesas por parte da Câmara, porque é que se gastam verdadeiras fortunas em certas coisas e para outras, não sobra nada?

Em relação ao festival, aplaudo a ideia e acho o conceito interessante. Mas presenciei in loco à falta de cultura musical dos feirenses, concluindo por isso, que não se justifica gastar tanto dinheiro com bandas internacionais, pouco conhecidas da generalidade dos portugueses e sobretudo da população feirense. Mais valia apostar em bandas nacionais ou até locais, apoiar projectos emergentes e a precisar de divulgação.

A minha revolta surge pois continuamos sem iluminação nos campos de ténis, e já deixei de acreditar em promessas vãs da Junta de Freguesia. Não há interesse em ajudar a Escola de Ténis do Clube Académico da Feira, ponto final.

Deixei-me de ilusões ingénuas. Continuarei a trabalhar e a dar o meu melhor diariamente, para que a Escola de Ténis se torne cada vez mais organizada e competente e, dentro do campo, a trabalhar com afinco para colocar mais e mais pessoas a jogar bem ténis e criar jovens vencedores! Mas trabalharei com uma revolta interior, por saber que podíamos chegar muito mais alto e muito mais longe, se fossemos minimamente apoiados.

Há muita coisa errada na nossa cidade há muitos anos, seja no desporto, seja noutras áreas. Urge mudar o estado das coisas, é tempo de lutarmos pelos nossos direitos e lutarmos por uma cidade melhor e um país melhor. Podemos ser apartidários, mas não podemos ser apolíticos.

Pedro Castro

1 comentário:

Unknown disse...

o filme est5a fiche mas não percebi a ultima parte