Completou-se, durante o passado mês de Fevereiro, meio ano desde o início da nova Escola de Ténis do Clube Académico da Feira. É altura então de fazer um primeiro balanço, com a época desportiva a meio, dos objectivos alcançados e perceber quais são aqueles que ainda não foram atingidos.
- Vertente organizacional
O primeiro objectivo era dotar a Escola de ténis de uma estrutura autónoma e independente do treinador. A instituição “clube” deve ser sempre dissociável da pessoa do treinador, de forma a permitir continuidade nos projectos e evitar rupturas sempre que ocorram mudanças de treinador. Só assim se poderá efectivamente pensar numa evolução do ténis na cidade de Santa Maria da Feira. Actualmente, caminha-se nesse sentido, mas ainda há muitos aspectos a melhorar.
Apesar de tudo, deram-se passos relevantes nesse sentido, como por exemplo, a existência de um regulamento interno, registo dos alunos inscritos com fotografia e dados pessoais, elaboração de uma tabela de preços, oferecendo uma maior variedade de opções aos praticantes, consoante a sua disponibilidade. Ao mesmo tempo foi elaborado um horário semanal, com turmas fixas, acabando com a confusão e arbitrariedade nos treinos (alunos integrados de acordo com o seu nível desportivo e idade) e passou-se a controlar a assiduidade dos alunos, bem como a pontualidade. A direcção técnica da Escola de Ténis assenta a sua actividade na implementação de rigor, disciplina e organização, como factores essenciais na prestação de um serviço de qualidade.
- Vertente infra-estrutural
O grande “calcanhar de Aquiles” deste projecto. Numa cidade em que o ténis não tem qualquer tradição (apesar de aqui terem sido produzidos vários campeões regionais nos anos 90, com as infra-estruturas iguais às actuais), onde as pessoas influentes não aparentam ter uma grande paixão pelo ténis e onde as entidades autárquicas não só não apoiam como dificultam o desenvolvimento da modalidade, com burocracias infindáveis para resolver problemas simples ou com promessas vãs e nunca concretizadas, torna-se complicado criar as condições para a existência de um clube de ténis com boas condições para a prática de desporto num ambiente seguro e saudável.
Numa cidade em que desporto não é cultura e significa futebol e natação, qualquer projecto ligado ao ténis teve e continuará a ter muitas dificuldades em ter grande sucesso e adesão. Mas com persistência e muita luta, talvez se consigam mudar algumas mentalidades.
Relativamente às instalações desportivas, foi e continua a ser feita pressão junto da Junta de Freguesia (entidade que construiu os campos) para proceder à iluminação dos campos de ténis ou construir uma cobertura para um ou ambos os campos. A Junta afirmou não dispor de verbas para a cobertura, mas prometeu a iluminação dos campos, bem como a reparação das redes e vedações dos campos, além da remoção da vegetação envolvente, em Setembro de 2008. Seis meses depois, nada se alterou, com a excepção da remoção dos troncos da árvore que já pendia sobre o “bate-bolas” impossibilitando a sua utilização e colocando em perigo os praticantes (remoção feita apenas em Fevereiro de 2009, depois de inúmeros contactos nesses sentido). Do mesmo modo, este projecto assentava na utilização do Pavilhão da Lavandeira nos dias de chuva, de forma a assegurar o cumprimento na íntegra do horário lectivo, mantendo a maioria dos atletas a praticar desporto e motivados. Uma vez mais, a entidade pública que gere o Pavilhão, Feira Viva, fez questão de tornar essa intenção impossível, ao impedir o acesso do treinador de ténis às instalações e submetendo a sua utilização apenas durante o horário de funcionamento do Pavilhão. Claro que será escusado dizer que esse horário foi feito sem ter em conta o horário e as necessidades do ténis, e nem depois de uma exposição por escrito a explicar a situação, foi alterado. Efectivamente, o pedido de acesso total às instalações foi feito em inícios de Dezembro de 2008, e só em fins de Janeiro de 2009, foi dada resposta: um lacónico e-mail a informar do horário actual de funcionamento e nada mais. Ridículo, é a palavra que melhor parece descrever tal situação.
- Vertente técnica e desportiva
Fazendo um esforço auto crítico, a direcção técnica da Escola de Ténis está globalmente satisfeita com a evolução registada pelos diversos atletas. Conscientes das limitações ao nível das infra-estruturas e da dependência das condições climatéricas, consideramos que a grande maioria dos alunos melhorou a sua capacidade técnica neste último meio ano. Não se podem esperar resultados imediatos, nem sequer ambicionar muito alto, mas acreditamos ser possível formar jogadores com qualidade e explorar ao máximo o potencial de cada um deles para que possam no futuro prosseguir o treino em clubes com outras instalações e mais vocacionados para o treino de competição e alto rendimento. Importa agora incutir o espírito competitivo nos atletas e prepará-los para a próxima época em que os mais aptos poderão começar a jogar torneios regularmente.
Conclui-se assim que as coisas estão a evoluir no bom caminho. Porém, é necessário criar uma base sólida, evitar grandes oscilações e acima de tudo ter os pés bem assentes na terra. Paralelamente, deve-se continuar a lutar por mudar as mentalidades face ao desporto em geral e ao ténis em particular, em Santa Maria da Feira.
Solicitamos apenas compreensão e apoio da parte de todos aqueles, que de uma maneira ou de outra estão ligados ao clube e à Escola de Ténis.
- Vertente organizacional
O primeiro objectivo era dotar a Escola de ténis de uma estrutura autónoma e independente do treinador. A instituição “clube” deve ser sempre dissociável da pessoa do treinador, de forma a permitir continuidade nos projectos e evitar rupturas sempre que ocorram mudanças de treinador. Só assim se poderá efectivamente pensar numa evolução do ténis na cidade de Santa Maria da Feira. Actualmente, caminha-se nesse sentido, mas ainda há muitos aspectos a melhorar.
Apesar de tudo, deram-se passos relevantes nesse sentido, como por exemplo, a existência de um regulamento interno, registo dos alunos inscritos com fotografia e dados pessoais, elaboração de uma tabela de preços, oferecendo uma maior variedade de opções aos praticantes, consoante a sua disponibilidade. Ao mesmo tempo foi elaborado um horário semanal, com turmas fixas, acabando com a confusão e arbitrariedade nos treinos (alunos integrados de acordo com o seu nível desportivo e idade) e passou-se a controlar a assiduidade dos alunos, bem como a pontualidade. A direcção técnica da Escola de Ténis assenta a sua actividade na implementação de rigor, disciplina e organização, como factores essenciais na prestação de um serviço de qualidade.
- Vertente infra-estrutural
O grande “calcanhar de Aquiles” deste projecto. Numa cidade em que o ténis não tem qualquer tradição (apesar de aqui terem sido produzidos vários campeões regionais nos anos 90, com as infra-estruturas iguais às actuais), onde as pessoas influentes não aparentam ter uma grande paixão pelo ténis e onde as entidades autárquicas não só não apoiam como dificultam o desenvolvimento da modalidade, com burocracias infindáveis para resolver problemas simples ou com promessas vãs e nunca concretizadas, torna-se complicado criar as condições para a existência de um clube de ténis com boas condições para a prática de desporto num ambiente seguro e saudável.
Numa cidade em que desporto não é cultura e significa futebol e natação, qualquer projecto ligado ao ténis teve e continuará a ter muitas dificuldades em ter grande sucesso e adesão. Mas com persistência e muita luta, talvez se consigam mudar algumas mentalidades.
Relativamente às instalações desportivas, foi e continua a ser feita pressão junto da Junta de Freguesia (entidade que construiu os campos) para proceder à iluminação dos campos de ténis ou construir uma cobertura para um ou ambos os campos. A Junta afirmou não dispor de verbas para a cobertura, mas prometeu a iluminação dos campos, bem como a reparação das redes e vedações dos campos, além da remoção da vegetação envolvente, em Setembro de 2008. Seis meses depois, nada se alterou, com a excepção da remoção dos troncos da árvore que já pendia sobre o “bate-bolas” impossibilitando a sua utilização e colocando em perigo os praticantes (remoção feita apenas em Fevereiro de 2009, depois de inúmeros contactos nesses sentido). Do mesmo modo, este projecto assentava na utilização do Pavilhão da Lavandeira nos dias de chuva, de forma a assegurar o cumprimento na íntegra do horário lectivo, mantendo a maioria dos atletas a praticar desporto e motivados. Uma vez mais, a entidade pública que gere o Pavilhão, Feira Viva, fez questão de tornar essa intenção impossível, ao impedir o acesso do treinador de ténis às instalações e submetendo a sua utilização apenas durante o horário de funcionamento do Pavilhão. Claro que será escusado dizer que esse horário foi feito sem ter em conta o horário e as necessidades do ténis, e nem depois de uma exposição por escrito a explicar a situação, foi alterado. Efectivamente, o pedido de acesso total às instalações foi feito em inícios de Dezembro de 2008, e só em fins de Janeiro de 2009, foi dada resposta: um lacónico e-mail a informar do horário actual de funcionamento e nada mais. Ridículo, é a palavra que melhor parece descrever tal situação.
- Vertente técnica e desportiva
Fazendo um esforço auto crítico, a direcção técnica da Escola de Ténis está globalmente satisfeita com a evolução registada pelos diversos atletas. Conscientes das limitações ao nível das infra-estruturas e da dependência das condições climatéricas, consideramos que a grande maioria dos alunos melhorou a sua capacidade técnica neste último meio ano. Não se podem esperar resultados imediatos, nem sequer ambicionar muito alto, mas acreditamos ser possível formar jogadores com qualidade e explorar ao máximo o potencial de cada um deles para que possam no futuro prosseguir o treino em clubes com outras instalações e mais vocacionados para o treino de competição e alto rendimento. Importa agora incutir o espírito competitivo nos atletas e prepará-los para a próxima época em que os mais aptos poderão começar a jogar torneios regularmente.
Conclui-se assim que as coisas estão a evoluir no bom caminho. Porém, é necessário criar uma base sólida, evitar grandes oscilações e acima de tudo ter os pés bem assentes na terra. Paralelamente, deve-se continuar a lutar por mudar as mentalidades face ao desporto em geral e ao ténis em particular, em Santa Maria da Feira.
Solicitamos apenas compreensão e apoio da parte de todos aqueles, que de uma maneira ou de outra estão ligados ao clube e à Escola de Ténis.
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